META LANÇA LINHA DE ÓCULOS COM IA SOB MARCA PRÓPRIA, EM PARCERIA COM KYLIE JENNER
- Redação

- 24 de jun.
- 3 min de leitura
Depois de anos lançando óculos inteligentes sob o nome da Ray-Ban e da Oakley, a Meta decidiu que era hora de colocar o próprio logo na armação. A empresa apresentou sua primeira linha com identidade própria e fez questão de entrar com tudo: três modelos, preços mais acessíveis e Kylie Jenner como parceira de estreia.

A coleção se chama simplesmente Meta Glasses e é composta pelo Fury, o Adventurer e o Meta Glasses by Kylie, também chamado de Starfire. Os dois primeiros custam US$ 299, cerca de US$ 80 mais baratos do que a geração anterior da Ray-Ban Meta. O modelo assinado por Kylie vai um pouco mais longe no bolso e no status: US$ 399.
A empresa segue em parceria com a EssilorLuxottica, dona da Ray-Ban, para fabricação e distribuição. O que muda é o nome na armação: agora é Meta.
O modelo Kylie, que não é só para fãs dela
O Starfire tem armação oval e pequena, muito parecida com os frames que Jenner costuma usar, e vem em preto ou tartaruga. O detalhe mais visível é uma pequena pedra aplicada no canto superior direito da lente direita, próxima à câmera, pensada como uma referência discreta ao flash incessante dos paparazzi. Sutil? Quase. Mas funciona.
O estojo de carregamento tem espelho interno. Não é coincidência.
O nariz ajustável é feito de metal, o que facilita a limpeza de maquiagem. Um detalhe que surgiu diretamente das conversas da Meta com Jenner durante o desenvolvimento. Parece bobagem, mas quem usa base sabe que não é.
E o toque mais inesperado da parceria: a voz da IA pode ser configurada para soar como a própria Kylie. Ela gravou pequenas frases de uso cotidiano, incluindo um "rise and shine" no momento em que você coloca os óculos pela manhã. Quem acompanha a cultura pop sabe que essa frase tem história.
A tecnologia por trás dos frames
Os três modelos rodam o Muse Spark, o primeiro modelo de IA desenvolvido pelo Meta Superintelligence Labs. É também o primeiro AI fechado da empresa, uma virada de estratégia para quem construiu reputação com o Llama, de código aberto.
A IA analisa o que o usuário está vendo em tempo real e fornece informações contextuais no momento, com tradução simultânea em 20 idiomas. O hardware inclui câmera de 12 megapixels, gravação em 3K, oito horas de bateria e 32 horas com o estojo.


O CEO Mark Zuckerberg revelou no último balanço trimestral que o número de pessoas usando os óculos da empresa diariamente triplicou em um ano. Com esse crescimento, faz sentido querer uma marca própria no rosto dos consumidores.
O mercado que está ficando cheio
A Meta controla hoje cerca de 80% do mercado de óculos com IA. Mas a concorrência está chegando: Google, Samsung e Apple já trabalham em seus próprios modelos. O Snap, por exemplo, acabou de apresentar seus novos "Specs" ao preço de US$ 2.195, o que coloca a Meta numa posição confortável em termos de acessibilidade.
O único ponto que merece atenção vai além do estilo e da tecnologia. Uma investigação recente revelou que o aplicativo obrigatório para usar os óculos já carrega um código de reconhecimento facial chamado NameTag em mais de 50 milhões de celulares. O recurso não está ativo, mas um pesquisador independente descreveu o pipeline como "a uma chave de distância" de ser ligado. A Meta diz que qualquer ativação seria anunciada com transparência. Torçamos para que seja verdade.
Os óculos já estão disponíveis em Meta.com, Amazon, Best Buy e lojas físicas como LensCrafters e Sunglass Hut.









