O TECIDO DA ARTE: HERMÈS TRANSFORMA MANTAS E ALMOFADAS EM OBJETOS DE CONTEMPLAÇÃO
- Redação

- 15 de jul.
- 2 min de leitura

Tem coisas que a Hermès faz que não deveriam funcionar no papel. Uma manta que custa o preço de um carro popular usado é uma delas. E ainda assim, quando você olha para as peças da nova coleção de mantas e almofadas da maison, entende exatamente por que existe gente disposta a pagar por isso.
A campanha, batizada de "o tecido da arte", parte de uma ideia simples: a manta Hermès é uma tela para as cores mais vivas, os tecidos mais nobres e os padrões mais intrincados. Nas imagens, uma modelo aparece em uma casa de vidro cercada de vegetação, carregando uma pilha de almofadas em tons de mostarda, terracota e azul, todas emolduradas por essa bainha em ponto que parece ter sido feita à mão porque, de fato, foi.
A peça central da coleção é a manta Avalon, que a Hermès descreve quase como uma relíquia contemporânea. Ela pertence àquela família rara de objetos que ultrapassam sua função e se tornam ícones, diz o texto da marca, e o nome não é acaso: Avalon remete à ilha arturiana, um universo de aventura e fantasia que não pertence a nenhum reino. Um brasão que não jura lealdade a ninguém, bordado em lã.

Há também um capítulo dedicado ao processo, que é onde a Hermès sempre gosta de se demorar. São as mãos dos artesãos que falam a língua do savoir-faire, infundindo cor nas fibras com delicadeza, fio a fio, até que o desenho se revele por completo. É o tipo de frase que soa piegas em qualquer outra marca e soa apenas correta quando é a Hermès quem escreve.
Na prática, os preços variam bastante, a manta-cobertor Avalon III sai por R$ 14.000, enquanto a manta Summer Dye chega a R$ 31.000. Para quem gosta de fazer as contas, dá pra comprar uma boa geladeira, ou uma manta que promete durar gerações. Cada um escolhe sua prioridade.

A coleção completa está disponível no site da Hermès, na categoria Mantas e Almofadas.









