top of page

DJ TAMY: QUASE 20 ANOS DISCOTECANDO O FUTURO

Há quase duas décadas nos toca-discos, DJ Tamy construiu uma trajetória que começou dentro dos projetos da Cufa e do AfroReggae e hoje transita entre palcos, microfones e parcerias com marcas como Coca-Cola, Dove e Adidas, sem nunca perder de vista o compromisso com a formação de novas talentos, como prova o "Tamy na Laje", projeto que já levou mulheres DJs a se apresentarem fora do país. Agora, ela se prepara para uma nova fase autoral, com um EP previsto para 2027 e um single ainda este ano, e nesta entrevista fala sobre os bastidores da indústria, o que busca em uma boa parceria e o papel do hip-hop na cultura de hoje.



Você iniciou sua trajetória em 2007, participando de projetos da Cufa e do AfroReggae, em um cenário muito diferente do que vemos hoje. Depois de quase duas décadas de carreira, quais foram as maiores transformações da indústria da música e quais desafios ainda permanecem para o artista da cena urbana?


Cara, eu acho que depois desse tempo todo trabalhando nessa indústria da música, da cultura, eu vejo que hoje a gente tem mais acesso, hoje existem portas mais abertas, hoje é mais fácil de trocar e buscar informação. Por exemplo, eu tive acesso ao que eu queria estudar de fato, que era discotecagem, através da Cufa e do AfroReggae. Hoje em dia tem muito mais projetos com esses cursos, essas oficinas, que expandem esse negócio de cultura para além da cultura em si, transformando isso em formação. Acho que os desafios que ainda permanecem é entregar um bom trabalho para se manter dentro da cena. É um desafio para cada artista entender o seu lugar, entender o seu caminho, para poder se manter nesse lugar.


Ao longo da sua carreira você construiu uma trajetória que transita entre os palcos e a comunicação, tanto como DJ quanto como apresentadora em diferentes projetos. Como essas duas experiências se complementam?


Essas sensações podem até ser um pouco diferentes, mas são muito parecidas, porque no final das contas você está comunicando. Discotecando, você está comunicando. Apresentando, falando, direcionando um evento, você também está comunicando. É algo que você está falando com os outros, despertando sentimento nos outros. Acho que a única diferença é a fala pra música, porque música é uma coisa, diálogo de fala é outra.



Marcas como Coca-Cola, Dove e Adidas já fizeram parte da sua trajetória. Quais valores são indispensáveis para que uma parceria faça sentido para você?


Para mim, quando vou fazer parceria com alguma marca, já que eu também sou uma marca, é preciso que essa marca dialogue comigo de alguma forma, que eu entenda a filosofia dela e que essa filosofia converse com a minha. Tudo tem que ter elo. Não pode ser uma marca totalmente diferente, com um propósito muito distante do que eu tenho.


O projeto "DJ Tamy na Laje" nasceu como uma oficina de formação, com foco na inclusão e no fortalecimento de mulheres na música. Existe alguma história que represente o impacto dessa iniciativa além dos números?


Cara, sim. O "Tamy na Laje" é um projeto de discotecagem que criei em 2017 com o recorte de gênero, para formar meninas DJs. Dentro desse projeto tenho alunas que já alcançaram apresentações até fora do país, como a Kelone, a Lais Conti, a Glau. Tem conseguido viver da arte, e isso pra mim é a principal semente que foi plantada. Já toquei, inclusive, com alunas minhas que eu formei. Ver isso acontecer é muito importante pra mim.



Depois de consolidar seu nome como DJ, você iniciou uma nova fase de carreira com lançamentos autorais. O que despertou essa vontade de apresentar um trabalho com a sua assinatura como artista e criadora?


Isso já era uma coisa que eu tinha na cabeça, acho que mesmo antes de eu ser DJ, porque o DJ acaba indo para esse lugar de produzir, de fazer som também. Em 2024 lancei meu álbum, e antes disso já tinha feito colaborações com outros artistas, com scratches, assinatura, voz. Lançar o meu EP é o resultado de um trabalho que já vinha acontecendo e de um sonho que eu tinha na cabeça. Nesse ano de 2026 estou preparando um EP, que devo apresentar em janeiro de 2027. Tenho estado bastante em estúdio, conversando, gravando, compondo, e acho que vai sair um resultado bem legal.


Você está preparando novos lançamentos para este ano? O que o público pode esperar dessa nova fase?


Musicalmente não existe uma Tamy tão diferente do que vocês conhecem. O que vou botar nas minhas produções é o que eu já sou, o que já toco na pista. O Baile da Tamy, meu EP, é bem diverso de sonoridade, e eu também sou isso. Acredito que não vou conseguir lançar um EP esse ano, mas um single devo lançar lá para novembro.



A cultura hip-hop sempre influenciou sua música, sua estética, sua forma de ocupar espaços. Você acredita que essa influência finalmente passou a ser reconhecida como merece?


A cultura hip-hop, literalmente, é uma cultura que une os cinco elementos, e esses elementos são ditadores de tendência sim. A gente que é mais apaixonado leva essa cultura muito a sério. Acredito que a influência dela é reconhecida, não da forma totalitária que deveria ser, mas é reconhecida. Hoje a gente vê muitos artistas do pop fazendo feat com a galera do hip-hop, vê muito na moda, na cultura de rua, nas artes plásticas. É uma influência que tá aí, que muita gente já conhece, mas que ainda não é reconhecida no total.


 
 
YOUR Magazine | Feita no Brasil para o mundo

NO INSTAGRAM

Your Magazine NYC YOUR MAG NYC Revista

VIDEO

Bea Hessel: Ela chegou na YOUR e já virou o jogo. ✨
01:55
CELLO REVELA OS BASTIDORES DO ACÚSTICO NAVARANDA | Entrevista Exclusiva YOUR
05:21
Sarah Andrade: método, substância e a carreira que ninguém viu antes do BBB
05:14
YOUR Magazine | Feita no Brasil para o mundo
®© Copyright
YOUR Magazine | Feita no Brasil para o mundo
YOUR Magazine | Feita no Brasil para o mundo
YOUR Magazine | Feita no Brasil para o mundo

Made in Brazil for the world

MüllerRibeiro - cópia.png
bottom of page