ANALU PIMENTA VIVE TINA TURNER NOS PALCOS E CONTA OS BASTIDORES DA PREPARAÇÃO PARA O MUSICAL
- Redação

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Atualizado: há 3 dias
Atriz interpreta uma das vozes mais marcantes da música mundial em "TINA - Tina Turner O Musical", em cartaz no Teatro Santander, em São Paulo.
Fotos: Gabriel Bertoncel

Atriz interpreta uma das vozes mais marcantes da música mundial em "TINA - Tina Turner O Musical", em cartaz no Teatro Santander, em São Paulo.
Interpretar uma lenda não é tarefa fácil, ainda mais quando essa lenda se chama Tina Turner. Esse é o desafio que Analu Pimenta encara como protagonista de "TINA - Tina Turner O Musical", montagem que percorre a trajetória da cantora desde os momentos mais duros até a consagração como um dos maiores nomes da música internacional, passando também por episódios delicados como o relacionamento abusivo com Ike Turner, vivido em cena por César Melo.
Para falar sobre essa preparação, os bastidores da montagem e a conexão pessoal que encontrou na história de Tina, Analu conversou com a YOUR. Confira a entrevista completa.
Você assume o desafio de interpretar uma artista tão icônica quanto Tina Turner. Qual foi o aspecto mais difícil de captar durante sua preparação: a voz, a presença de palco ou a força emocional da personagem?
Acho que tudo vem junto. A voz, a presença de palco e a força emocional caminham lado a lado. Mas o maior desafio é conseguir traduzir essa energia que ela tinha. A Tina sentia cada nota que cantava, tinha muito sentimento em tudo. Existe um trabalho físico e vocal muito intenso, mas também emocional. A gente precisa entender quem ela era para conseguir contar essa história da forma mais verdadeira possível.
O musical retrata momentos muito delicados da vida de Tina, incluindo relacionamentos abusivos e episódios de racismo. Como foi para você acessar emocionalmente essas fases da trajetória dela?
Foi muito intenso. Eu tive cinco meses para ler livros, assistir documentários, vídeos e estudar muito sobre ela. O que mais me chama atenção é a resiliência dela e essa certeza de que daria certo, mesmo diante de tudo o que viveu. A peça fala dessas dores de uma forma muito honesta e acho importante abordar temas como violência, racismo, superação e recomeço. É impossível passar por essa história sem ser tocada por ela.

Você mencionou que o objetivo é fazer o público sentir que está em um show da própria Tina Turner. Como foi o processo de construção dessa experiência tão imersiva para os espectadores?
Essa é exatamente a nossa missão. A Tina tinha uma maneira muito própria de cantar, se movimentar e ocupar o palco. Então existe um trabalho muito grande para entender essa energia e essa potência. Claro que ninguém vai ser a Tina Turner, porque ela é única, mas o nosso objetivo é transportar o espectador para dentro daquele universo e fazer com que ele sinta a energia de um show dela.
Tina Turner se tornou um símbolo mundial de superação e reinvenção. Existe alguma lição da história dela que passou a fazer parte da sua própria visão de vida e carreira?
Sem dúvida. O que mais levo comigo é essa resiliência. Eu também sou uma pessoa muito resiliente. Sou daquelas que cai, levanta e segue. A Tina passou por situações muito difíceis e nunca desistiu dela mesma. Acho que isso é uma lição muito forte para qualquer pessoa, não só para quem trabalha com arte.
Há uma conexão especial entre a trajetória de Tina e o momento que você vive atualmente, chegando aos 40 anos e assumindo sua primeira protagonista nos musicais. Como essa coincidência impacta sua interpretação no palco?
Tem um significado enorme para mim. A Tina viveu uma grande virada depois dos 40 anos e isso me toca muito porque estou chegando aos 40 vivendo minha primeira protagonista nos musicais. Claro que são histórias diferentes, mas existe uma identificação muito grande. Isso faz com que eu me conecte ainda mais com a história dela e com tudo o que ela representa.

Ao longo da carreira, você participou de grandes produções do teatro musical brasileiro. O que esse papel representa dentro da sua trajetória artística e profissional?
Representa um marco muito importante. Eu amo contar histórias através da arte e o teatro musical é algo que amo profundamente. A Tina é uma personagem que me desafia em todos os sentidos, vocalmente, fisicamente e emocionalmente. É um papel que me transformou muito como artista e como pessoa também.
Tina Turner abriu caminhos para gerações de artistas mulheres ao redor do mundo. Na sua opinião, qual é o principal legado que ela deixa para as novas gerações e por que sua história continua tão atual?
A Tina faz parte da história do rock. Ter uma artista preta, depois dos 40 anos, fazendo o sucesso que ela fez cantando rock é algo memorável. Ela abriu caminhos e revolucionou muita coisa. Quando a gente olha para tantas artistas hoje, existe muito da força dela ali. E a história continua atual porque fala sobre coragem, liberdade, recomeço e sobre nunca desistir de si mesma.
Com uma carreira construída no teatro musical, Analu já integrou produções como Shrek – O Musical, Godspell, Pippin, A Cor Púrpura, Vozes Negras e Tom Jobim – O Musical, além de ter protagonizado Bob Esponja – O Musical como Sandy Bochechas e participado do concerto Disney Magia & Sinfonia como Elsa. Agora, no palco de "TINA", carrega o desafio de representar uma artista que marcou gerações e segue como símbolo de força, música e resistência.
Temporada: 20 de junho a 12 de julho.









