LORENZA VALLOTO RESPONDE, MODA, MÚSICA E OS BASTIDORES DA CRIAÇÃO
Atualizado: há 2 dias

Pergunte a Lorenza Valloto se ela é atriz, cantora ou criadora de conteúdo, e a resposta, provavelmente, vai ser as três coisas ao mesmo tempo, dependendo do dia. É assim que ela se movimenta no digital, misturando humor, comportamento, moda, música e cultura pop numa produção com assinatura própria, que construiu uma conexão forte com um público majoritariamente jovem e feminino.
Ao longo da trajetória, Lorenza já esteve dentro de iniciativas do Instagram voltadas a criadores, assinou campanhas para marcas diferentes e, mais recentemente, entrou para o time de embaixadoras da Vai de Vinho Brasileiro. O trabalho dela tem um traço particular, transformar situações do dia a dia em personagens, tendências e conteúdo de entretenimento.
A YOUR convidou Lorenza para um quiz autoral, sem roteiro fechado, pra entender um pouco mais sobre o processo criativo dela, as referências que carrega desde criança e a forma como enxerga autenticidade hoje. As respostas, abaixo, na voz dela.
Sobre você e criatividade:
Uma palavra que define a Lorenza de hoje?
Criatividade.
Atriz, cantora ou criadora de conteúdo, qual dessas versões aparece primeiro quando você acorda?
Criadora.
O que veio primeiro, a vontade de fazer rir ou a vontade de criar?
Eu já não sei se eu sei existir mais sem criar conteúdo. A vontade de criar é como uma forma de linguagem. E o rir é natural, só sai.
Algum personagem seu já se parece com você, ou ainda é cedo pra dizer?
No momento eu não tenho personagens fixos, muito recorrentes. O plano é trazer eles.
Uma situação cotidiana que sempre rende conteúdo?
As esquetes vêm de coisas que eu já me identifiquei no passado e acho engraçado, que eu observo nas pessoas, e de coisas que eu me identifico mesmo. Claro que eu dou uma exagerada, trago uma caricatura, coisa do humor.
O que nunca pode faltar no seu processo criativo?
Meu casulo, concha. Eu gosto de rascunhar sozinha, sem ninguém.

Moda, música e cultura pop:
Moda para você é expressão, diversão ou armadura?
Depende do dia, mas geralmente é uma mistura dos três.
Uma tendência de moda que você usaria sem pensar duas vezes?
Meia com saltão. Amo!
E uma tendência que você deixaria passar?
Vestidos e saias longas. Só porque eu acho que não fica bem em mim, por causa do meu tamanho.
“No one knows whats is like… to be the bad man…” e ter um metro e meio.
Qual música define a sua fase atual?
I ain’t going back do russ, to bem nesse ponto de “não! Eu vou fazer acontecer!”
Se sua vida tivesse uma trilha sonora, qual seria a primeira música?
La Vie en Rose. Nos meus primeiros meses de vida, meus pais colocavam essa música pra eu ouvir antes de dormir. Acho que meio que foi a trilha das minhas primeiras cenas.
Uma referência da cultura pop que influencia seu trabalho?
A Beyoncé. A ética e o objetivo de ser legendária dela me inspiram muito.
Humor é uma forma de falar sobre assuntos sérios?
Sim, e de sair deles também.

Carreira e autenticidade:
O que você acha que as pessoas ainda não entenderam sobre criar conteúdo na internet?
Acho que algo que a gente, às vezes, nessa produção desenfreada, esquece, que é a base de tudo, é a conexão. Não que a gente não saiba, mas a gente acaba esquecendo no meio do caminho. A conexão humana é o que importa.
Qual foi o momento em que você percebeu, “isso aqui virou minha profissão”?
Quando vieram os primeiros frutos, os primeiros trabalhos pagos, e também quando eu me mudei pra São Paulo e encontrei um ecossistema de possibilidades, de criadores.
Uma campanha ou projeto que te tirou da zona de conforto?
Fazer direção de arte, ajudar na produção de um vídeo com mais de 200 pessoas no casting e um orçamento de aproximadamente 100 mil. Foi total fora da zona de conforto, mas eu gostei muito e o resultado ficou muito legal.
O que significa, para você, ser uma mulher criativa hoje?
É mergulhar nos julgamentos, principalmente os internos. A autoconfiança vai determinar a sua velocidade, é bom consertar isso logo. E autocrítica? Atualmente, também, também.
Complete, “para mim, viver com autenticidade é...”
Descobrir e desfazer as amarras que foram criadas, e que eu criei pra mim.
Pergunta final:
Se a Lorenza pudesse entrar em uma cena de qualquer filme, série ou universo da cultura pop, qual seria, e por quê?
Impossível responder essa pergunta. Eu sei no que eu não estaria, qualquer filme de terror eu não estaria, com certeza. E eu gostaria de estar em pelo menos quase todos os clipes do Michael Jackson, mas não sei te responder um específico. Se alguém souber, me avisa, porque é difícil. Um? Um só?
Nem precisava responder. A resposta certa, no fim, já estava dada bem antes da pergunta, em cada esquete, em cada exagero bem colocado. Lorenza Valloto não cabe num só clipe, nem num só papel.










